No último dia 29 de dezembro, Pelé – o Rei do Futebol – morreu aos 82 anos de idade. Os feitos do maior atleta de todos os tempos e a comoção global vista após o seu falecimento não deixam dúvidas de seu tamanho na história do Brasil e do do futebol mundial.
Creio que todo brasileiro e amante do futebol já havia imaginando em algum momento de suas vidas como seria o dia em que Pelé morreria. Aliás, não estamos falando de um simples homem, mas, sim, do maior atleta da história e mais – estamos falando de um homem que mudou o patamar do Brasil no mundo, uma espécie de “Pai Fundador” da Nação Brasileira e do que conhecemos como futebol. E o que todos imaginavam de fato aconteceu – após a notícia do falecimento de Pelé, todo o planeta parou para reverenciar Vossa Majestade.
Pelé – incontestavelmente – é o maior jogador da história do futebol. Não somente pelas três Copas do Mundo que conquistou ou pelos mais de mil e duzentos gols que fez, e também não pelos exuberantes e inesquecíves desfiles nos gramados brasileiros e de todo o mundo. Pelé é tão grandioso, principalmente, pelos sentimentos que causou, causa e continuará causando nas pessoas. A legitimidade da realeza de Pelé parece não estar no que ele fez, mas, sim, no que ele nos fez sentir – o esporte que amamos é forjado à sua imagem e semelhança.
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E é claro que é difícil olhar para o incalculável legado que Pelé nos deixou e conceber a ideia de que ele é ser humano como qualquer é um de nós – mas ele é. As polemicas e contradições que marcaram a vida do maior atleta da história nos trazem a certeza de que Edson Arantes do Nascimento era falível. Mas, dentro de campo, Pelé era tão perfeito que até quando errático era genial – alguns de seus lances que não tornaram-se gols estão mais eternizados na mente dos amantes do futebol do que qualquer tento marcado ao longo de toda história do Jogo.
Camaradas, não há como tergiversar – perder Pelé é perder coisa demais. A grandiosidade do maior jogador da história do futebol não cabe em 82 anos de existência mundana e em um caixão de madeira, e muito menos cabe neste pequeno texto. A grandiosidade de Pelé é do tamanho exato da eternidade – os seus incríveis feitos e, principalmente, as memórias, os sentimos, o intangível legado que ele nos deixou irão perpetuar-se até o fim dos tempos. Edson Arantes do Nascimento, de carne e osso, está morto. Pelé, de memórias e sentimos, é eterno.
Obrigado, Pelé! Vossa Majestade sempre será sinônimo de Futebol!
